Internautas questionam envio de tropas ao RJ
A notícia sobre o envio de 112 militares da Companhia de Fuzileiros Navais lotados em Belém para uma missão no Rio de Janeiro pegou diversos moradores da capital paraense de surpresa. Isso porque parte da população questionou a saída da tropa enquanto o próprio Pará apresenta uma situação de falta de segurança.
“Sim, e aqui? Será que o governo não vê que estamos nas mãos dos bandidos?”, afirmou a internauta Patrícia Góes. A opinião foi compartilhada peo internauta Diego Pinheiro. “Ajudar a manter a ordem em Belém, nada”, escreveu.
A posição ainda foi compartilhada por outros moradores de Belém, que lembraram do alto nível de criminalidade na capital paraense. Só na noite desta terça-feira (21), por exemplo, sete homicídios foram registrados na cidade.
Segundo a Marinha do Brasil, entretanto, a situação do Pará é diferente da do Rio de Janeiro. De acordo com o órgão, o envio das tropas federais são reguladas pelo artigo 142 da Constituição, que prevê missões de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) quando cidades chegam à um estado de calamidade pública em que “há o esgotamento das forças tradicionais de segurança pública, em graves situações de perturbação da ordem”.
Nestes casos, os governos dos Estado fazem uma solicitação do auxílio militar ao Governo Federal, que avalia a situação e emite, ou não, um decreto presidencial determinando o envio das tropas.
A Marinha ainda informou por telefone que o Estado do Pará não fez nenhuma solicitação para a atuação dos fuzileiros na segurança, pois as cidades não se encontram em estado de calamidade, a contrário de regiões do Rio de Janeiro, em que áreas são completamente controladas pelo crime organizado.
Através da rede social Facebook, alguns internautas afirmaram ter conhecimento da lei e demonstraram apoio à missão. “Em Belém tem PM, PC, PF, Guarda Municipal. Se cada um fizesse sua parte tanto em Belém quanto aqui no rio não precisaríamos ser acionados”, escreveu o internauta Sandro Alves. “Bandido em Belém anda de peixeira, 38 e espingarda. No rio é m16, fal, sub-metralhadora, .50 e etc. Quando nós somos acionados é porque ninguém mais consegue controlar os traficantes”.
“As forças armadas são subordinadas diretamente ao ministério da Defesa, logo não interessa a localidade onde o militar serve, se pegar qualquer coisa, em qualquer canto do Brasil e a tropa for designada para a missão, vai ter de ir...Não importa se serve em Belém, Manaus, Ladário...ou qualquer outro lugar, vai ter que ir pra missão”, completou o internauta Ronaldo Machado Junior.
(DOL)
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